sábado, 9 de junho de 2018

Cristianismo e milagres

Não poucas pessoas têm dificuldades na aceitação do milagre de que o Cristianismo tanto fala.
Por mim, acredito em milagres sem a mais pequena sombra de dúvida.
Por exemplo, eu sou filho de pais analfabetos e pobríssimos, fiz a Universidade, fui professor e hoje gozo a aposentação. Alguém quer milagre mais verdadeiro que este?
Até parece que estou a ouvir as pessoas a dizerem-me que os milagres de que se queixam no Cristianismo são, por exemplo, os do tipo de Jesus Cristo dar vista a um cego de nascença.
Mas cego de nascença fui eu e, pela infinita misericórdia de Deus, foi-me dada uma luzinha ao fundo do túnel.
As pessoas continuam a dizer-me que não é isso. Que o cego de nascença do Evangelho era-o fisicamente. Ora é aqui que começa todo o equívoco.
O "conceito" de milagre para as pessoas é dar-se um estalido de dedos e logo aparecer à frente um pão alentejano carregado de chouriço por dentro. Isto nunca aconteceu, uma só vez, desde que a humanidade é humanidade nem nada disto está ao longo de toda a Bíblia. O Cristianismo é uma religião de esforço e não do ilusionismo.
É preciso perceber que os Evangelhos estão feitos para os simples, mas as metáforas escondem um sentido superior que se ordena à plenitude da vida. 

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