sexta-feira, 29 de junho de 2018

A Peregrinação e o mal 9

Vou entrar no capítulo 140º da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto.
Não tenho quaisquer motivos que me façam alterar o meu ponto de vista relativamente ao pano de fundo do texto: o lado negro da Empresa dos Descobrimentos, vale dizer, o mal.
Veja-se como quase se pode afirmar que a salvação é o fingir (mostras de fora): «E ainda que isto se fizesse com todo o segredo possível, não faltou quem no dia antes nos avisasse da vinda deste homem, para a qual nos armámos das mais tristes e miseráveis mostras de fora, que, em meio de quanta miséria então passávamos, soubemos ainda fingir, porque depois de Deus, estas foram sempre as que mais nos aproveitaram neste negócio, que quantos outros meios para ele buscámos» (cap. 140º).
Eu li o Fausto, mas o povo cuja Literatura tenha uma narrativa como a Peregrinação...  não precisa de ler aquela obra do alemão J. W. Goethe.
Ainda me faltam 86 capítulos, mas hei-de chegar ao fim se Deus disso for servido.
Deveras curioso que a epopeia de Fernão Mendes Pinto começou a ser escrita em 1569 no Vale do Rosal onde no ano seguinte estiveram Inácio de Azevedo e companheiros, os mártires do Brasil.

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