terça-feira, 24 de abril de 2018

Vejam bem: "Alcochete, Freguesia de Abril"

Na base do palco que foi montado no Largo do Poço pode ler-se: "Alcochete, Freguesia de Abril".
Eu julgo que seria muito mais racional que se escrevesse: Alcochete, Concelho de Abril ou Alcochete, Município de Abril.
Não entendeu assim quem está à frente da Junta de Freguesia de Alcochete... pois preferiu dividir, de forma subliminar, a população.
Mas eu digo: os que dividem o povo não podem ter perdão.

NOTA: o subliminar passa-se no subconsciente sem que o indivíduo dê por isso. Por outras palavras, o subliminar comum é uma analogia cujo esquema é este: ABCD.
Por exemplo, quando José Inocêncio fazia a campanha para o seu segundo mandato, apareceram uns cartazes com a selecção de Portugal que haveria de ir disputar o mundial de futebol 2006. Na base do cartaz liam-se estas palavras: com esta equipa ganharemos!
O espectador deseja que a selecção portuguesa (A) ganhe o mundial (B) como deseja que a equipa de José Inocêncio (C) ganhe as eleições (D), mas o segundo desejo é um transfer que se passa no subconsciente. Ora isto funciona na hora do voto.
O subliminar da Junta de Freguesia de Alcochete (24-04-2018) é muito mais satânico que o de José Inocêncio. É uma simples comparação que exibe apenas o seu primeiro termo. Quanto ao segundo, espera-se que o subconsciente de cada um lhe dê tratamento.
Quando o espectador lê o slogan em foco, eis o que se passa sem que ele tenha percepção disso: - a) Alcochete, freguesia de Abril é comunista - b) a Câmara não é comunista - c) a Câmara não é de Abril.
Mas agora reparem no esquema da comparação linguística: A é mais/tão/menos bondoso que/como/que B.
A qualidade "ser bondoso" é comum aos dois termos, muito embora A possa estar num plano superior, igual ou inferior a B.
Mas Alcochete, freguesia de Abril nega, subliminarmente, a qualidade "ser de Abril" à Câmara, arvorando-se numa absolutização sem par.

PACTO: se alguns pensam que têm o direito de demolir a Câmara Municipal de Alcochete, eu penso que tenho o direito de a defender. Se concordam comigo, podemos viver.

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