domingo, 22 de abril de 2018

A dessacralização da Igreja da Misericórdia de Alcochete

A dessacralização da Igreja da Misericórdia de Alcochete começa com a instalação de um posto de turismo em um dos seus espaços contíguos.
Era o Miguel Boieiro Presidente da Câmara e o Arnaldo Fernandes vereador da cultura, eu denunciei e consegui que não fosse levada por diante a ideia de um desfile de moda na Igreja da Misericórdia de Alcochete.
Mas, infelizmente, foi já no mandato de Fernando Pinto e Vasco Pinto no pelouro da cultura que se perpetrou o maior evento, dito cultural, de dessacralização da Igreja da Misericórdia de Alcochete: neste templo cristão, fez-se pouco da Virgem Maria, mãe de Deus e mãe nossa.
Segundo se pode ler no site da Câmara, Luísa Ortigoso fez as seguintes declarações: «[...], dessacraliza-se um bocadinho a mãe de Jesus e a forma como aquela mulher, aquela mãe, encarou toda aquela história e toda a dor» (o negrito é meu).
Então a dessacralização só o é em absoluto? Em termos relativos já não?
Eu não culpo, de todo, os autarcas porque estão no poder há escassos meses. Eu sei que os novos inquilinos da Câmara têm que dar os seus passos com o máximo cuidado porque o terreno está todo minado. Portanto, continuo a confiar na equipa de Fernando Pinto e a apoiá-la porque, não sendo socialista, sou do realismo político. Na verdade, se desampararmos os actuais autarcas, teremos de regresso os comunistas, o que eu encararia já como uma fatalidade.

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