terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

O Príncipe Cinderelo na Junta de Freguesia do Samouco



O Príncipe Cinderelo (Prince Cinders) da escritora britânica Babette Cole é a desconstrução mais miserável de um conto de fadas que eu já li em toda a minha vida.
Para o trabalho que estou a fazer, não me interessa quem foi Babette Cole, mas sim o que ela fez.
E o que ela fez foi uma subversão ignóbil do conhecido conto infantil Cinderela.
Como homem que sou, cristão que sou, alcochetano que sou e professor que sou, eu digo que a desconstrução do conto Cinderela por Babette Cole promove a criminosa ideologia de género.
O triunfo de um dos filhos mais novos, no seio de uma família numerosa, sobre os irmãos mais velhos que não o levavam a sério, é recorrente nas literaturas de todos os povos desde a mais remota antiguidade. Basta lembrarmo-nos, por exemplo, de José do Egipto (Bíblia) para crermos na afirmação que faço.
Mas José do Egipto foi vendido como escravo pelos próprios irmãos devido a ciúmes que tinham por o décimo primeiro filho de Jacob ser o preferido deste patriarca, enquanto que Cinderelo era desprezado pelos irmãos por o considerarem efeminado. Daqui, na inversão de Babette Cole, parte-se para a vingativa desforra da masculinidade, reduzindo esta a capacho (...and they [os irmãos de Cinderelo] flitted around the palace doing the housework for ever and ever).
Nesta conformidade, a escrita às avessas de Babette Cole está ao serviço do feminismo mais estricto, nada valendo o discurso de branqueamento das coisas quando se pretende defender que a autora apenas pugna por papéis (rôles) iguais para meninos e meninas.
Não, meus amigos! Babette Cole mata com uma cajadada vários coelhos ao mesmo tempo.
Se, através de toda a trama da simbólica textual, a figura de Cinderelo representa a esfera do feminino, então, dado o desfecho da escrita, eu posso sustentar que, de forma subliminar, se trabalha para a normalização de uniões entre pessoas do mesmo sexo.
Por outro lado, Babette Cole atira os olhos para mais longe, quiçá para a zoofilia, pois a análise não pode desprezar algumas características de bestialidade que aparecem num texto chulo que lesa a cultura, a civilização e a humanidade.
Em expressões como "Big and hairy like his brothers", "big hairy monkey", "he grunted"... não se verá só a inveja sentida por muitas mulheres face aos homens e necessidade de rebaixá-los, mas também a grande besta peluda que grunhe por baixo da pele e casa com a bela princesa: «So Prince Cinders married Princess Lovelypenny...».
Ler os outros textos em baixo.



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