quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Ser cristão

As pessoas que hoje tomam as decisões na Câmara de Alcochete são cristãs de facto e não apenas nominais.
Mas aqui haverá um problema que ponho sob reflexão.
A formação cristã que os nossos autarcas receberam (a mesma que eu recebi) foi mais piedosa que racional... quando, segundo a lição de João Paulo II, a deve estar unida à razão e esta àquela.
Eventualmente, o que se passa comigo é o que se passará na consciência dos detentores do poder: sentir escrúpulos no agir face a um ser humano.
Nesta conformidade, vou dizer aos meus amigos o que é ser cristão.
O Cristianismo começa com o grande cântico à descida do Logos (Razão). Isto recebe o nome teológico de Encarnação.
O Logos desceu sobre toda a Humanidade, manifestando-se em nós à medida do amor de cada um.
Por exemplo, quando os portugueses chegaram ao Brasil (1500), depressa verificaram que vários grupos de índios matavam um ser humano e comiam-no com o mesmo à-vontade que nós matamos um coelho e comemo-lo.
Mas também esses mesmos portugueses verificaram que outros grupos de índios recusavam a prática antropofágica.
Quero dizer: a razão é comum a todo o ser humano, ainda que se manifeste destrutivamente em muitos.
Então o que é ser cristão? Dou a resposta: ser cristão é ordenar a razão à máxima justiça.
A base da justiça está nas boas leis que estruturam as relações do homem entre homens.

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