sábado, 8 de dezembro de 2018

Hoje é dia da Imaculada Conceição


Nossa Senhora da Conceição dos Matos, a Desaparecida

Aquela que é, por toda a parte, a Aparecida, em Alcochete desapareceu, não dos corações alcochetanos, mas da ermida entre os matos que a imagem santificava há séculos.
"A imagem santificava" porque de um sacramental se trata, o da Imaculada Conceição, cheia de graça (Lc 1. 28). Se o Evangelho diz "cheia de graça" (gratia plena), isso quer dizer que o Amor de Deus é todo em Maria. Na verdade, o Amor de Deus não se divide. Assim sendo, não há lugar para o pecado, razão por que, para os cristãos, desde os primórdios, Nossa Senhora é a Imaculada Conceição, isto é, a concebida sem mácula (mancha).
O Novo Testamento foi escrito em Grego. Este, na saudação do Anjo a Maria, emprega o termo kecharitomene. Eu não estudei o Grego suficiente para deslindar estes complexos problemas que deram água pela barba aos mais pintados. Sigo a tradução do Grego para o Latim de São Jerónimo (347-420) que se subordinou às aspirações das comunidades cristãs do seu tempo já desejosas de que a Mãe de Deus (Theotokos) fosse Imaculada a partir da concepção. Muitos, desgraçadamente, pensarão que o Cristianismo se fez com um estalido de dedos, mas vivem enganados. No entanto, eu prefiro assentar no respeito pela inteligência dada por Deus às pessoas. Frederico Lourenço (2016) traduz o referido termo grego simplesmente por "favorecida". Na verdade, o Amor de Deus é a Graça de Deus, o mesmo que o Favor de Deus. Ora eu não vejo que isto entre em contradição com o meu argumento em cima. Finalmente, os insignes portugueses João Ferreira de Almeida (1628-1691) e António Pereira de Figueiredo (1725-1797), traduzem Kecharitomene por "muito favorecida", portanto traduzem por um superlativo absoluto, o que, por mil razões e mais uma, me leva a dar-lhes razão, tanto mais que o Almeida é um protestante (calvinista) pouco ou nada inclinado para a Mariologia... como o são todos os protestantes.   

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

O que são alimentos "super saudáveis"?

Meus amigos, a pergunta do título é apenas retórica porque eu não sei nem quero saber o que são alimentos "super saudáveis".
É com sofrimento e revolta que eu estou a escrever estas linhas... porque para mim o tema é abjecto.
Os comunistas se estivessem no poder estariam a fazer isto mesmo.
A consciencialização que eu tenho sobre estas problemáticas dilacera a minha carne.
Quando é que, de todo, nos livramos da morte?
Eles andam... andam.... andam, ficam com a carne e peixe para eles, deixando-nos, por misericórdia, as cavalas... sem que tenhamos direito a piar!
Queres saber como é que isto pode acontecer?
Se a criação de gado, abate e distribuição e a pesca, paulatinamente, sofrerem baixa, acontecerá que centenas e centenas de milhares de trabalhadores vão sendo atirados para o desemprego com perda paulatina de acesso à carne e peixe porque, entretanto, a oferta destes géneros alimentícios foi descendo e subindo o preço.
É este o cenário de pobreza e morte que nos estão a preparar, se entretanto, em vez de nos incomodarmos, nos acomodarmos.
O mal começa a ser feito às crianças que são as que têm menos capacidade para o emprego do advérbio "NÃO".
Ora esse mal é feito por nós, os adultos.
Paremos com este abuso sobre as crianças e demos aos nossos filhos o bom bife, alternado com a boa posta de bacalhau ou pescada.
Tenhamos a coragem de recusar as patranhas dos poderosos deste mundo que o querem só para eles.
Que a herança dos nossos filhos e netos seja a liberdade porque sem esta não herdarão mais nada.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Alcochetanidade 2



O Padre Cruz


José André dos Santos


António Regatão


Dr. Grilo


Dr. Arrôs


Professor Leite


Dr. Elmano Alves



Cavaleiro Samuel Lupi


António José Pinto e José Rocha


O Poeta António Rei



Leopoldina da Guia


O Pintor António Cruz


Professor José Francisco Caninhas


O Maestro António Menino

Para mim, estes homens estão todos vivos. Por eles, Alcochete fala a Portugal e ao Mundo.


domingo, 2 de dezembro de 2018

Alcochetanidade 1



São João Baptista, o Padroeiro


O Tejo e a falua


As salinas


O forcado


As Festas


Nossa Senhora da Conceição


A caldeirada



Arroz doce branco (sem ovos)



A fogaça

Há forças tenebrosas a rastejar no chão alcochetano, mas Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, salvar-nos-á.

LER O TEXTO IMEDIATAMENTE EM BAIXO "A RESTAURAÇÃO DA GRANDE ALMA ALCOCHETANA".


sábado, 1 de dezembro de 2018

A restauração da grande alma alcochetana


No primeiro de Dezembro de 1640, os portugueses recuperaram a independência de Portugal usurpada pelo estrangeiro; no primeiro de Dezembro de 2018, os alcochetanos recuperaram o rosto de Alcochete obnubilado por ideologias de morte.
Rasgou-se o pano que se interpunha entre os rostos de muitos.
A partir de agora, cada um olha sem vertigem o rosto do outro, todos encostam os ombros e almejam a plenitude da maturidade.
O caminho para conseguir essa maturidade ordena-se ao legado dos nossos pais e avós, o que significa renunciar a todas aquelas modernices que reduzem nossos filhos e netos a montes de carne.
Conterrâneos, hoje temos autarcas diferentes dos que tivemos no passado. É nosso dever ajudá-los a desempenhar a missão que lhes confiámos.
Na verdade, a Câmara de Alcochete, presidida por Fernando Pinto, está ao lado do povo, empenhada na restauração da grande alma alcochetana.
Que o Menino Jesus, a Palavra de Deus encarnada, ilumine todos os nossos autarcas.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

A estrela de Natal quantas pontas tem?



Alcochete



Clique nas fotos para ver melhor

Esta é a parte superior da árvore de Natal que está no Terreiro do Paço em Lisboa. A minha árvore de Natal preferida é a que está no Largo do Poço em Alcochete... sem ter que dar mais explicações a ninguém. Mas há um pormenor: quantas pontas tem a estrela de Natal que encima a árvore? Uma certeza tenho eu: 7 é que não tem!

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Algumas pessoas com boas credenciais caem no abismo

Às vezes ficamos perplexos porque uma pessoa considerada de formação sólida acabou por cair no abismo.
Estas coisas acontecem por que razões?
Vou apresentar a minha leitura.
Há, de facto, pessoas com boas credenciais que caem, passe a metáfora.
Essas pessoas defendem um Poder de ordem superior por cima das nossas cabeças, o princípio da vida, uma única moral reguladora dos grupos humanos, etc.
Mas acontece que há argumentos, aparentemente brilhantes, que põem em causa Deus, a vida, a moral, etc.
Sem convicções sólidas para compreenderem o que mais interessa à própria felicidade, algumas pessoas enchem-se de dúvidas e começam a vacilar, caindo no fundo profundo do abismo.
Ora eu penso assim: Deus é tudo para mim, o meu amor pela vida é infinito, uma única moral para todos é a raiz da liberdade, razão por que mando à bardamerda quaisquer argumentos por mais pintados e brilhantes que sejam, atribuindo-os todos ao Demónio... sem mais juízo de valor.
Sempre fui assim. Quero morrer assim... chamem-me o que quiserem.

domingo, 25 de novembro de 2018

Do coelho até ao toiro de lide

No meu quintal, eu tenho uma coelheira onde crio alguns coelhitos com folhas de couve e alface que não aproveito.
Quando um dos roedores atinge o tamanho que dá para um jantar de três pessoas, penduro-o pelos membros posteriores, dou-lhe duas ou três pauladas na cabeça, esfolo-o, abro-o, retiro-lhe as partes incomestíveis, corto-o, guiso-o e comemo-lo.
Causei dor física ao animal, mas o meu gesto não foi gratuito, o que redundaria em absurdez, senão que se ordenava a uma refeição familiar.
Mas eu sou cristão convicto (faço questão em dar este testemunho) e tenho uma justificação acrescida para o meu acto.
O coelho é uma criatura como eu. Tem direito à vida como eu. Então por que arranco a vida a essa criatura para a comer? Porque eu sou uma criatura que me subordino ao Criador de todas as criaturas e lhe agradeço todas as dádivas que põe ao meu dispor. Sem esta postura de humildade, eu não tenho o direito nem de arrancar da terra uma couve.
Na arena, o toiro é farpeado em função da arte de tourear. Para além da acção catártica a favor dos espectadores, estes, focados no animal, confrontam-nos com uma grande demonstração de unidade, condição sine qua non para a liberdade.

LER O TEXTO IMEDIATAMENTE ANTERIOR PORQUE SE RELACIONA COM ESTE.

Do sofrimento à dor física e animalismo

Quando reduzimos à dor física o sofrimento, materializamos este, o que constitui um grande mal.
Em Santo Agostinho (354-430), seguido por São João da Cruz (1542-1591), as potências ou faculdades da alma são memória, inteligência e vontade.
O sofrimento decorre das potências do homem, nomeadamente da memória. Sofro por me recordar dum ente querido que morreu, de uma amizade que falhou, de uma oportunidade perdida... Se a memória se obscurecesse em absoluto, não seria possível o sofrimento.
Portanto, o sofrimento é a recordação de uma perda.
Por outro lado, ninguém sofre por recordar uma dor de dentes porque a dor física não é sofrimento.
Após o que acabo de escrever, como é possível passar para a defesa de que o toiro sofre? Tinha de consentir que o animal em foco tem memória. Ora esta potência não pode ser desligada da inteligência e da vontade. Mas assim o toiro passa de não-humano a humano.
Eis a lógica de que não se pode livrar o animalismo.
  

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

O que diz João Marafuga a Alfredo Barroso


Clicar no texto para ver melhor

Este é o meu comentário ao texto de
Alfredo Barroso "Viagem ao fundo da liberdade de tourear" no Jornal i

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

O perdão é a renúncia à vingança

Estimados leitores, recordo-me melhor de coisas sucedidas há cinquenta anos que do histórico de ontem.
Frequentemente me vem à cabeça as vezes que fui corrido pela porta fora das associações da minha própria terra.
O que, há pouco tempo, veio mitigar em mim a revolta destas recordações foi o facto de uma pessoa provecta em anos e respeitadíssima na nossa comunidade me dizer que na juventude também tinha sido vítima da mesma prepotência por parte de quem se fazia passar por lavrador sem terra, quando o pai deste ancião tinha propriedades por toda a freguesia.
Mas os meus pais não tinham propriedades nenhumas. Por que seria repelido das associações... mesmo que fosse sócio delas?
Eu vou dar uma explicação sem pretender que as coisas sejam absolutamente como digo.
Eu saíra do seminário católico havia pouco tempo e, embora inexperiente da vida, tinha uma erudição acima da média dos jovens alcochetanos da minha idade.
Em Alcochete, os órgãos de gestão de cada colectividade eram rodados por grupos de famílias que desconfiavam do sócio fora do círculo que aparecesse três vezes seguidas numa das sedes.
Aqueles homens da altura logo pensavam e falavam nestes termos: "o que ele quer é meter-se aqui!". E pronto, a sentença estava dada sem hipótese de recurso. Ao mais pequeno pretexto, alguém haveria de gritar: "fora daqui, pá, fora daqui! Rua!... Rua!...".
Estimados leitores, eu perdoo, mas esquecer é impossível!
Na verdade, eu nunca ouvi dizer a alguém nem li em parte alguma que o perdão é uma perda de memória.
O perdão é a renúncia à vingança.