quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Eis o símbolo: Alcochete é uma falua

Alcochete uma falua,
Do Senhor a prometida,
Minha sina junto à tua
Nesta dor assaz sofrida.

Na frase Alcochete é uma falua, estamos perante uma metáfora.
O que é uma metáfora? É uma comparação abreviada.
A estrutura que está por baixo de Alcochete é uma falua apresenta-se assim: Alcochete é como uma falua.
Ora a comparação é a estrutura mais profunda do símbolo: gr. symbolon do verbo symballo, eu comparo.
Imaginem que me perguntavam o que é Alcochete para mim. Eu, poeticamente, talvez respondesse: Alcochete é o Tejo... é a marinha... é o sal... é o salineiro... é a canastra...
Mas eu poderia fazer a combinação de todos estes sinais e... de repente... exclamava: Alcochete é uma falua! Eis o símbolo.

Outra vez o teatro que vai ser representado num dos espaços culturais de Alcochete


Outra vez esta representação teatral que vai ser exibida num dos espaços culturais do Concelho de Alcochete.
As coisas continuam a zunir na minha cabeça, só me libertando delas quando levo até ao fim a cabal denúncia do discurso irracional, fonte do mal.
Neste blog, no meu texto "Se homem mata homem, ele é homem?", seguindo o espírito bíblico (Lei Natural), tentei demonstrar que o assassino continua homem, mas excluiu-se da esfera humana.
Ora o textinho miserável (tenho que me expressar assim, senão a derrota será nossa) da agenda cultural da Câmara Municipal de Alcochete chama ao assassino "...ser humano...", insurgindo-se que lhe tirem a vida, "mesmo que seja culpado por crime de sangue"!
Meus amigos, eu posso afirmar que, aqui, objectivamente, estamos perante o branqueamento do terrorismo. Então não são de sangue os crimes dos terroristas? Estes quando matam não o fazem às dezenas e centenas?
Meus amigos, vocês sabem o que é isto? É a sobreposição de uma falsa generosidade à coerência (razão). Mas isto é fruto de uma completa debilidade mental porque também uma completa inversão do real.
Meus amigos, quereis saber o que está por detrás disto? É o abandono total do Direito Natural a favor do Direito estabelecido pelos homens, isto é, do Direito Positivo determinado exclusivamente pelos legisladores e tribunais.
Mas se eu sinto que tudo isto é injusto, isso quer dizer que existe um padrão de justiça independente do Direito Positivo. Esse Padrão recebe o nome mais comum de Deus, algo ou qualquer coisa acima de mim, maior do que eu.
Conheço há décadas o Presidente da Câmara Municipal de Alcochete, Fernando Pinto, e suficientemente o Vereador da Cultura, Vasco Pinto, e sei que estes autarcas nunca escreveriam estas coisas miseráveis lançadas para cima das populações, mas a verdade é que estes homens são os responsáveis políticos por tudo o que acontece na Câmara e sai desta instituição cá para fora. Depois, daqui a três anos, é que elas doem!

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Alcochete tem o seu ex libris oficial?


Ex libris

Ex libris, expressão latina (prep. ex e ablativo), era uma gravura com o lema ou inscrição, indicando o ideal do escritor.
Geralmente, eram utilizadas palavras ou expressões latinas que apareciam no rosto, ante-rosto, capa, etc., de um livro.
Cada escritor tinha o seu ex libris que não se confundia com o de mais ninguém.
Na foto em cima, o sr. Paulo José Pires Brandão tinha por lema as palavras sub lege libertas cuja tadução é a seguinte: a liberdade subordina-se à lei.
O conceito de ex libris foi evoluindo em várias direcções.
Hoje, por exemplo, em relação às nossas cidades, vilas e aldeias, fala-se no ex libris que distingue cada uma delas.
Assim, a Torre de Belém, os Jerónimos, o Castelo de São Jorge, etc., são ex libris da cidade de Lisboa.
Também podemos dizer que o Largo Marquês de Soydos, a Ponte Cais, a Igreja da Misericórdia, a ermida de Nossa Senhora da Vida, a Igreja Matriz, etc., são ex libris da vila de Alcochete.
Mas Alcochete tem o seu ex libris oficial?

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Se homem mata homem, ele é homem?

Se homem mata homem, o assassino permanece homem. Seria possível dizer outra coisa? Não.
Mas o acto desse assassino preservar-lhe-á a humanidade?
Penso que não porque o assassino quebrou o elo que o liga ao outro, logo a toda a humanidade.
Ora ninguém é humano sozinho, quero dizer, ninguém é humano na incomunicabilidade.
O assassino é um homem errante, «...vagabundo e fugitivo sobre a terra» (Génesis, 4/12).
Este é o princípio.
Mas sabemos pela História dos povos como pela da própria Igreja Católica que o princípio, sem se obliterar, em circunstâncias excepcionais, abre mão de si.
Assim, para a Igreja Católica, o sacramento do matrimónio pauta-se pela indissolubilidade, mas, desde sempre, os Papas decidiram anular ora este, ora aquele casamento por força da existência de razões que justificavam tal decisão.
O direito de herança é um princípio consignado na Constituição da República Portuguesa (Artigo 62.º, n.º 1), mas provando-se que um filho mata os pais para deitar mão aos bens, o assassino não herda.
Quer isto dizer: entre os homens, seja em que parte do mundo for, o princípio não está encarcerado pela absolutidade.
O direito à vida é inviolável, eis o princípio.
Mas quem faz planos e derrama sangue inocente em nome seja do que for, força a suspensão do princípio a favor da condenação à morte.
O assassino quebra o elo com o humano; a lei quebra o elo com o homem.   

Biblioteca Municipal e Forum Cultural

Meus amigos, podeis dizer o que quiserdes, mas o meu testemunho lançado aos céus sobre a Biblioteca Municipal e Forum Cultural é o seguinte:  estas duas instâncias de cultura em Alcochete o que têm feito é a disseminação do marxismo cultural pelas nossas populações.
Não estou aqui a brincar. O único responsável pelas minhas palavras sou eu. Caso nas afirmações que faço se veja matéria criminalizável, aí estão os tribunais para deslindar o caso.
Não faltarão pessoas, desprevenidas, que digam: o João Marafuga só vê por toda a parte marxismo cultural. Mas este está mesmo por toda a parte, amigos! Urge estarmos atentos para que não sejamos levados pela destruição da moral, da família e da espiritualidade. Mas quem não acredita nisto que vos digo? Não acreditas tu que me lês? Não?!... Pois olha que a tua descrença apressa a instalação desse marxismo cultural que transformará teus filhos e netos em montes de carne.
Eu não posso largar da mão as minhas denúncias porque o marxismo cultural não dorme e espreita a todas as esquinas, sempre pronto a avançar sobre as suas vítimas qual cão esfaimado.
Dirás que a minha postura é quixotesca! Tu já leste o D. Quixote de la Mancha? Desculpa-me lá! Percebeste mesmo o texto? Este é literário, quer dizer, alegórico, entre outras muitas coisas. Os moinhos de vento são metáforas para monstros, os que espalham a desolação pela terra sob a máscara da bondade. D. Quixote, ao contrário de Sancho Pança, bem os vê e trava com eles uma fera e desigual batalha. E que te digo a seguir? Tomo nas mãos o modernista que a Câmara Municipal de Alcochete está a homenagear, pergunto e respondo: «Valeu a pena? Tudo vale a pena/Se a alma não é pequena».

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Pensamentos - o homem e o mundo

O sábio tem poucas hipóteses de levar a melhor sobre o ignorante porque o Diabo está sempre do lado deste.
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O projecto do Cristianismo para a salvação é Jesus Cristo, nosso único Salvador. Se assim não fosse, corríamos o risco de haver muitos projectos de salvação, o que significaria não haver projecto nenhum.
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Se estamos encarcerados pelos factos, como ascenderemos à compreensão do projecto do Cristianismo para dignificação, exaltação e salvação dos homens?
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Que tenho eu a ver que, quando se fala em salvação, a ponhas lá nas nuvens? Sem o Transcendente, o homem não é homem, mas eu não sou nefelibata!
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Eh pá, ouve bem o que eu te digo se essa for a tua vontade: se tu situas a realidade apenas no facto, isto é, se para ti só o facto é real, o teu pensamento sofre de uma debilidade confrangedora.
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Os nossos avós viveram sob a obediência da Cruz e nós a toda a hora, minuto e segundo trocamos este sinal de vida pela morte.
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Atacar Nossa Senhora é atacar pelos alicerces o Corpo de Jesus Cristo, isto é, a Igreja, palavra grega que significa Assembleia.
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Nossa Senhora é a extensão da humanidade do Verbo feito carne... como também todos nós porque somos filhos de Maria, mãe de Jesus Cristo, o nosso irmão maior.
Logos (grego), Verbo (latim), Palavra (português) é tudo o mesmo.
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O homem consciencializado daquilo que é o Cristianismo é um bunker indelével.
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Eh pá, defender o Cristianismo é defender a Civilização Ocidental Judaico-Cristã.
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Se as pessoas que trabalham para a ideologia de género sabem o que estão a fazer são criminosas; se não sabem são idiotas úteis.
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Eh pá, lutar contra a Ideologia de género é lutar contra a morte.
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O objectivo da Corrida de Toiros não é farpear animais, mas dar fé de uma arte, isto é, da arte de tourear. Portanto, o fim está muito para lá dos meios.
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Eh pá, defender a Festa de Toiros é defender a liberdade.

domingo, 16 de setembro de 2018

Obrigado à força a escolher entre Sócrates e Costa, decidia-me pelo primeiro

Sim, se, frente a um cano de espingarda, me obrigassem a escolher entre Sócrates e Costa, eu escolheria o primeiro.
Sócrates, segundo a acusação tornada pública pela Justiça, serviu-se da sua posição no aparelho de Estado a favor de si próprio.
Costa, após uma derrota em eleições para o Parlamento, faz uma concordata com todos os partidos políticos à sua esquerda na Assembleia da República e muda o rumo à História da Democracia em Portugal.
Isto é muitíssimo mais grave que o primarismo de Sócrates que descredibiliza fortemente a classe política perante os portugueses.
No seu todo, as consequências da acção política de Costa ainda não se desvelaram aos olhos do povo, mas quando isso acontecer, a situação enfrentada por todos será a mesma que enfrentou o Dr. Passos Coelho quando começou a ser Primeiro Ministro.
Quem viver verá.

Histórias de quase meio século


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Estamos na Praceta Padre Cruz.
Da esquerda para a direita: Gaspar Penetra, Jordão, João Marafuga, Prudêncio, Agostinho Piúça.
Nesta altura, o estudo ainda era uma alavanca de mobilidade social.
Vivíamos sob uma ditadura... como hoje vivemos sob a ditadura do relativismo, do multiculturalismo, do ambientalismo, do animalismo, do feminismo, do gayzismo, da ideologia de género, do politicamente correcto, etc.

sábado, 15 de setembro de 2018

O Miradouro do Moisém, também dito das Palmeiras ou Miradouro Amália Rodrigues


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O Miradouro do Moisém assim se chamou porque aquelas terras a norte da Igreja Matriz de Alcochete pertenceram a um tal judeu de nome Moisés, onomástico, talvez, de origem egípcia que passou ao Hebraico e deste ao Grego para acabar, finalmente, no Latim. Moisém será um acusativo latino de Moisés. Aqui, as pessoas contarão com a minha honestidade intelectual porque se me pusesse a explicar miudamente isto tudo, seria um trabalhão.
Quanto a este Miradouro chamar-se das Palmeiras e, finalmente, Miradouro Amália Rodrigues, toda a gente saberá das razões.
Como também toda a gente sabe que o Miradouro em foco está há uns meses em obras e ainda estará por vários. 
Tudo irá acabar bem... até porque o povo alcochetano o merece como o grande génio do fado que lhe dá o nome.

Dessacralização


Fonte da Senhora

Isto cheira-me a dessacralização tal como é dessacralização o que fizeram no interior da ermida de Nossa Senhora da Vida.
Não perceber o projecto de salvação do Cristianismo é não conhecer a natureza do homem.
Por ouras palavras: quem não percebe o projecto de salvação do Cristianismo não se conhece a si próprio.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Cruzeiro dos marítimos de Alcochete na Atalaia


Cruzeiro dos Marítimos de Alcochete na Atalaia

Se fores de Alcochete até à Atalaia pela estrada do mesmo nome, esbarras com o jardim Círio dos marítimos de Alcochete onde se encontra o respectivo cruzeiro construído em 1669 pelos nossos marítimos.
Esta era a fé dos nossos maiores que se a substituirmos pelos -ismos de agora, seremos conduzidos à morte.
E que fé era essa? Essa fé era a união do Divino (verticalidade) com o humano (horizontalidade)... isto hipostasiado (personificado) em Jesus Cristo que em si une as naturezas Divina e Humana, distintas mas não separadas. E porquê assim? Para a salvação da Humanidade. Eu não vejo outra maneira.